

É difícil acreditar que em tão pouco tempo tudo possa mudar de forma tão enorme, de forma tão adversa aos meus pensamentos.
Talvez o problema seja comigo, com minha dificuldade de seguir com minha vida, esquecer aqueles que sempre me fizeram bem, para que possa contemplar de um futuro mais próspero, de uma vida mais farta. Talvez o único problema é que eu tenha que encarar a minha vida como minha vida, e a vida deles como a "ida" deles. Acho que não consigo deixar velhos laços para trás, que não consigo deixar "amigos". Talvez eu seja egoísta demais, talvez pense só em mim, e me esqueço que eles têm as atividades, compromissos e relacionamentos exclusivamente deles.
De tudo isso que vivencio, que penso comigo as poucas lições que retiro para mim é que não importa o que aconteça, não me importa se eles esqueceram ou ainda vão se esquecer de mim. Importa-me que eu nunca irei me esquecer de ninguém, que sempre que uma dessas pessoas precisar, eu sempre estarei pronto a ajudar. Seja com conselhos, apenas ouvindo, uma simples conversa, um simples abraço, o mínimo sorriso. Não me esquecerei de quem um dia já tirou tal sorriso de mim. Posso sim, sempre prender-me ao passado, mas a certeza do bem que um dia essas pessoas fizeram a mim, ou por mim estará sempre marcada de uma forma ou de outra, amigos de basquete, amigos de baladas, amigos de risada, amigos de briga, amigos de tristeza, somente amigos. Colegas que vieram e se foram, pessoas que realmente marcaram minha vida de um jeito que não posso simplesmente recolher e jogar fora, pessoas que realmente eu quis ter em minha vida.
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